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mar

Modelo de DRE: como demonstrar e analisar os resultados da empresa?

Toda empresa tem a obrigação legal de manter seu controle contábil-financeiro atualizado, por meio de registros em livros e relatórios, mas também usando um modelo de DRE.

As demonstrações contábeis são essenciais para a devida gestão financeira, permitindo monitorar o fluxo de caixa e o orçamento disponível para que se tenha o controle contábil do empreendimento.

Assim é possível conhecer as movimentações e transações, tendo a radiografia financeira do negócio como um todo.

Pensando nisso, hoje falaremos sobre a DRE e como ela deve ser utilizada a fim de otimizar a gestão contábil e financeira da sua empresa.

O que é DRE?

DRE é a sigla para Demonstração do Resultado do Exercício.

Conhecida também conhecida como ARE — Apuração do Resultado do Exercício, é uma demonstração contábil que contém o resumo econômico-financeiro da empresa.

Dela constam: histórico, movimentações e demonstrações sobre a vida financeira do empreendimento, referentes a um período determinado.

Geralmente o período de apuração corresponde ao exercício contábil, sendo o ciclo anual que vai do mês de janeiro até dezembro.

Assim, os investimentos realizados, as operações financeiras celebradas, as estratégias usadas e o índice de lucratividade são reunidos num só documento.

Por meio das informações contidas na DRE, os administradores do negócio conseguem avaliar a situação da empresa e, a partir daí, tomar decisões estratégicas.

Quais são as vantagens da correta elaboração da DRE?

Elaborar a DRE da maneira correta tem grande importância nas empresas.

Afinal, as informações ali contidas são fundamentais para avaliar a capacidade, o desempenho e o potencial do negócio.

Por meio da DRE aparecem os resultados líquidos obtidos pela empresa, naquele período, permitindo-se a comparação e o confronto entre receitas e despesas.

Esses dados servem para a tomada de decisões tanto por gestores, quanto por investidores, bancos, pelo próprio governo, em relação à empresa.

Como estruturar um modelo de DRE?

A lei nº 6.404/76 — conhecida como Lei das Sociedades por Ações — estabelece os elementos que devem contar na DRE:

  • a receita bruta das vendas e serviços realizados, contra as deduções, abatimentos e tributos;
  • a receita líquida das vendas e serviços;
  • as despesas com as vendas — financeiras, deduzidas, gerais, administrativas e operacionais;
  • os lucros e prejuízos operacionais;
  • o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda;
  • as participações nos resultados de empregados, debêntures, administradores e outros beneficiários;
  • o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.

Na DRE, portanto, são analisados receitas, despesas, investimentos e demais operações financeiras realizadas.

E o período da demonstração pode ser mensal, semestral, anual etc., a depender da necessidade dos interessados.

Por isso, a DRE é essencial para monitorar os gastos e acompanhar a situação financeira do empreendimento.

Fonte: Fortes Advogados Blog